Xuereb, um “vigilante” para as comissões de investigação

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Por: Caroline | 30 Novembro 2013

O secretário particular do Papa Francisco, o maltês Alfred Xuareb (na foto, à direita do Papa), será o encarregado de vigiar o trabalho das comissões referentes que, desde o ano passado, estão regularizando a situação do Instituto para as Obras de Religião (IOR) e de outras estruturas financeiras vaticanas. A nomeação foi revelada neste dia 28.

 
Fonte: http://goo.gl/DjsuOa  

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada por Vatican Insider, 28-11-2013. A tradução é do Cepat.

Francisco nomeou Alfred Xuereb, de acordo com o boletim do vaticano: “Delegado para a ‘Pontifícia Comissão referente ao Instituto para as Obras de Religião’ e para a ‘Pontifícia Comissão de Estudo e Orientação para Organização da Estrutura Econômica e Administrativa da Santa Sé’, com a tarefa de vigiar e de mantê-lo informado, em colaboração com a Secretaria de Estado, sobre os procedimentos de trabalho e eventuais iniciativas a empreender”.
 
Em poucas linhas, muita informação. A primeira é que o Papa considerou oportuno nomear um colaborador para vigiar e o manter informado acerca do trabalho das comissões e das iniciativas que poderá encaminhar. Isto significa que é necessário vigiar, mesmo que as comissões existentes tenham como secretário o “número dois” do Conselho Pontífice para os Textos Legislativos, Juan Ignacio Arrieta (IOR), e o secretário da Prefeitura de Assuntos Econômicos, Lucio Vallejo Balda (das estruturas econômicas), ambos com proximidade aos ambientes do Opus Dei.

Foi justamente a formação da comissão das estruturas econômicas que provocou polêmicas devido à inclusão (impulsionada por Vallejo) de Francesca Immacolata Chaoqui, que trata das relações públicas e que foi duramente criticada por alguns tweets contrários ao cardeal Tarcisio Bertone.
 
Outra informação significativa, contida no pequeno anúncio de hoje: a “colaboração” com os escritórios da terceira Logia. Xuereb colaborará principalmente com o Secretario de Estado e com o Substituto.
 
Para terminar, como consequência prática, ao ter que vigiar e informar sobre o trabalho de ambas as comissões, o secretário particular terá um pouco menos de tempo disponível para desempenhar o trabalho de secretariado. Contudo, Bergoglio não prevê que secretários particulares sejam protagonistas e tenham influência, como acontecia com seus predecessores. Há alguns meses, o secretário não aparece ao lado do Papa nas audiências, mas outros prelados que estiveram envolvidos, como os da Prefeitura da Casa Pontifícia. Algumas vezes, o que repassa os discursos do Papa é o ajudante de sala Sandro Mariotti.
 
 A decisão papal pode estar relacionada com esta vontade de favorecer o intercâmbio de comunicações entre todos os membros das comissões e o Papa. Há alguns dias, por ocasião da apresentação de um livro, o presidente da comissão sobre o IOR, o cardeal Raffaele Farina, fez alusão a algumas dificuldades de comunicação. O IOR, sob a direção do presidente Ernst Von Freyberg e da sociedade estadunidense “Promontory” está se ocupando de uma exaustiva revisão de todas as contas (projeto que segue os padrões internacionais e irá custar milhões). O “banco do Vaticano” também constituiu uma sala de imprensa autônoma. Será interessantíssimo ver qual será o enfoque do novo Secretário de Estado, dom Pietro Parolin, em relação a estas e outras questões.